O que é microgerenciamento e como evitar esse tipo de gestão na empresa

O que é microgerenciamento

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Tempo de leitura: 7 minutos

Se você é um empresário controlador, criterioso e que está sempre orientando os funcionários a fazer as tarefas do seu jeito, cuidado! Você es´ta aplicando um método de gestão chamado microgerenciamento. A técnica é comprovadamente um péssimo negócio para qualquer empresa. 

 

Empresários que adotam o microgerenciamento pensam que estão fazendo um trabalho duro. Mas, na verdade, não estão. Um trabalho duro de verdade consiste em transformar os seus funcionários em autônomos, e não em testar a confiança deles. Afinal, uma equipe de alta performance é composta por colaboradores com bons níveis de autoridade e que sabem performar bem no time, mesmo quando não são diretamente orientados. 

 

Do outro lado, o microgerenciamento sobrecarrega a equipe e destrói o clima organizacional. Pois, a equipe não tem liberdade para sugerir alterações nos processos e tomar decisões. Limitados, os funcionários se sentem pressionados e desmotivados. 

 

A seguir, você entenderá como identificar se alguém está aplicando microgerenciamento e quais as alternativas de gestão para substituir este hábito por técnicas mais saudáveis de liderança nas empresas.  

 

O que é microgerenciamento?

Microgerenciamento significa o controle excessivo sobre o projeto ou equipe. Por exemplo, quando um líder não deixa que nenhum funcionário tome qualquer atitude sem consultá-lo antes. Este tipo de gerenciamento traz vários prejuízos à empresa e não é recomendado 

 

Mas, a partir do momento que você tira a autonomia dos seus colaboradores e faz com que eles peçam permissão antes de executar qualquer ação. Dessa forma, se infantiliza os funcionários e se retira a oportunidade da pessoa crescer e se desenvolver. A longo prazo, isso prejudica a saúde da empresa, da equipe e do líder. 

 

Muitos donos de empresas são microgerenciadores sem querer. Isso porque o microgerenciador nem sempre percebe que está sendo assim. Pensam que fazer isso é o correto e que estão prevenindo erros. Mas, na verdade, estão formando mais problemas.

 

Algumas características do chefe microgerenciador são:

 

 

  • Controle excessivo do passo a passo do trabalho;
  • Conferência de cada detalhe;
  • Medo de delegar tarefas;
  • Falta de confiança nos funcionários;
  • Líder sobrecarregado com trabalho operacional;

 

Para facilitar a identificação, o líder que aplica microgerenciamento é aquele que pensa que sabe fazer melhor, ou que não tem porque delegar uma tarefa que ele é a pessoa mais competente para executar. 

 

Problemas do microgerenciamento 

Problemas do microgerenciamento

O microgerenciamento gera uma série de consequências negativas para empresa. Entre elas:

 

Dificuldade no desenvolvimento da equipe

A principal função de um líder é desenvolver novas lideranças. Isto é, os gestores devem estar sempre focadas na capacitação da equipe, sabendo o que cada funcionário precisa para se desenvolver profissionalmente. E não tem como capacitar as pessoas sem confiar nelas. Afinal, para que esse processo seja concluído será necessário desafiá-las a fazer tarefas diferentes, a adquirir novas habilidades e, só assim, se tornarão colaboradores com mais autonomia. Uma equipe de alta performance é composta de profissionais independentes, que sabem tomar decisões conscientes e que dão resultados excepcionais.

 

Segundo uma pesquisa realizada pela Page Talent, 58% dos profissionais têm mais facilidade para executar tarefas quando são independentes. Outro estudo , da Felipelli, indica que 75% dos colaboradores são mais engajados por interesses coletivos quando existem dinâmicas de trabalho em equipe. Empresas que microgerenciam, impedem a criatividade dos funcionários ao adotar processos burocráticos e fiscalizações intensas que não promovem o trabalho em equipe. 

 

Sobrecarregamento do líder

O líder que faz microgerenciamento ocupa muito tempo de sua agenda com trabalho operacional. Isso contradiz a metodologia de gestão, na qual o papel do líder é focar em tarefas estratégicas. 

 

A falta de confiança na equipe faz com que o líder tome para si muitas das demandas que deveria delegar. A longo prazo, isso causa o sobrecarregamento do líder com trabalho operacional, ocasionando estresse, tensão e perda de performance. 

 

Dificuldade no cumprimento de prazos e metas

Quando o líder depende de si mesmo para entregar um grande volume de tarefas técnicas, mina a agenda da empresa. Afinal, seria dever dos seus liderados executar muitas dessas tarefas para ele poder ocupar seu tempo na gestão do time.

 

Esse cenário desencadeado pelo microgerenciamento provoca um problema constante com prazos e metas, o que prejudica diretamente os resultados da empresa.

 

Clima organizacional prejudicado

O clima organizacional é uma pesquisa onde se mede a visão dos funcionários sobre como é trabalhar naquela organização. Para medir o clima organizacinoal é analisada as perspeções das pessoas sobre:

 

 

  • A liderança;
  • Oportunidades de desenvolvimento profissional;
  • Trabalho em equipe;
  • Justiça em relação a promoções e recompensas;
  • Remuneração e
  • Benefícios.

 

Numa empresa que tem uma liderança baseada em microgerenciamento o clima organizacional é prejudicado por uma sensação de pressão, falta de confiança e estresse. Muitas das vezes, os funcionários tornam-se desengajados e mais propícios a conflitos. 

 

Turnover alto

Turnover é o índice que mede a porcentagem de substituições de funcionários antigos por funcionários por novos num determinado período de tempo. Sabe-se que um número alto de turnover na empresa é ruim, pois contratar e demitir é caro e demorado. Portanto, é dever da empresa e do líder adotar medidas para retenção de talentos, de modo a manter os colaboradores por mais tempo not time. 

 

Num cenário de microgerenciamento os funcionários tendem ao desengajamento. Além disso, são imersos num clima organizacional de tensão e pressão. E somente isso já basta para que muitos queiram buscar outras oportunidades. Quando o turnover é muito alto, a empresa perde produtividade e tem um aumento de custo de recursos para novos processos de contratação. 

 

Processos lentos e burocráticos

Lideranças microgerenciadoras tendem a ter processos muito burocrático. Pois, na visão do líder a melhor forma de fazer é do seu próprio jeito. Essa situação frequentemente impede que a equipe use da expertise do dia a dia e da criatividade para otimizar os processos, criando alternativas mais eficientes para cada tarefa. 

 

Quando os funcionários têm liberdade para pensar como irão produzir uma tarefa, otimizam o processo e participam dando ideias construtivas que acabam melhorando a produtividade de todo.

 

Como evitar o microgerenciamento substituindo o método de gestão

Como evitar microgerenciamento

E como fazer para deixar de ser um líder microgerenciador?

 

Aplique a metodologia de gestão da Empresa Autogerenciável. Com ela, você aprende a ter uma equipe autogerenciável, ou seja, desenvolver funcionários para entregar resultados excepcionais e fazer sua empresa funcionar de modo que o dono da empresa possa focar em fazer a empresa crescer, ao invés de garantir que ela continue funcionando! 

 

Entenda a seguir quais os critérios do método empresa autogerenciável que você precisa seguir para evitar o microgerenciamento:

 

1. Ter uma cultura organizacional clara e alinhada

Você pode nem estar atento a este detalhe, mas a cultura organizacional é, simplesmente, o funcionamento da sua empresa.  Se você nunca parou para pensar nisso, este é o momento da verdade: os resultados e o crescimento do seu negócio podem estar comprometidos. A cultura precisa, sempre, estar alinhada ao que o dono deseja. É por isso que você tem funcionários desmotivados ou resultados abaixo da média do seu segmento. Sua empresa não está alinhada sobre onde precisam ir.

 

Por outro lado, quando você tem a missão, visão e valores da sua empresa muito bem definidos e processos bem estruturados, você consegue posicionar os seus funcionários ao objetivo central da empresa. 

 

Entenda mais detalhes sobre a importância da cultura organizacional forte para construção de uma equipe incrível no podcast a seguir:

 

2. Saber como capacitar equipe sem microgerenciar

O seu papel como líder é conhecer os seus funcionários e saber o que eles são capazes de fazer. Alguns deles serão colaboradores sem maturidade, que sempre precisam da presença do chefe por perto. Já outros, serão profissionais com maturidade, que sabem tomar as próprias decisões.

 

Conseguindo separar esses dois tipos de funcionários, o primeiro passo é conseguir desenvolver as pessoas sem maturidade, transformando-as em funcionários autônomos. Este desenvolvimento se dá com você estabelecendo metas e seus respectivos prazos de cumprimento. Até então, parece com microgerenciamento. Mas não é. A diferença é que você vai celebrar os acertos desse funcionário, assim como vai dar feedbacks de quando algo não sair como o planejado. Desta forma, essa pessoa consegue se desenvolver e se capacitar para, futuramente, tomar as próprias decisões e saber quais metas deve traçar.

 

Por outro lado, você vai adotar outro tipo de comportamento com os seus funcionários já maduros. Você vai pedir para essa pessoa estabelecer a própria meta e seu prazo. O seu papel será o de aceitar aquela meta, ou de sugerir melhorias para ela ser cumprida.

 

3. Aprender a delegar tarefas

Por fim, é preciso continuar a delegar tarefas. Mas, é preciso aprender a fazer isso do jeito certo. Aqui temos um manual de como delegar tarefas para funcionários que pode te ajudar com isso. 

 

Mas, lembre-se: no microgerenciamento, o empresário delega, mas não dá autonomia aos seus funcionários. O processo é rígido e os detalhes são cobrados exaustivamente. Já a delegação que funciona é uma tarefa que é repassada de forma coesa e o feedback é dado ao final, após analisar o resultado da entrega.

 

A função do líder na delegação não é em fiscalizar minuciosamente os funcionários, mas sim, orientá-los para que possam fazer o melhor trabalho o possível. Ou seja, é preciso capacitá-los, treiná-los, motivá-los e parabenizá-los para que possam crescer profissionalmente. Assim, cada pessoa desenvolve maturidade e passa a abraçar mais tarefas 

 

 

Benefícios de não aplicar microgerenciamento

Existem vários benefícios em se livrar do microgerenciamento nas empresas, entre eles:

 

 

  • Desenvolvimento da equipe;
  • Engajamento da equipe;
  • Desenvolvimento profissional dos funcionários;
  • Manutenção da agenda do líder livre para o trabalho estratégico;
  • Entre outros.

 

Cumprindo esses três passos, o líder consegue ocupar o seu verdadeiro lugar dentro da sua empresa: o estratégico. Você e seus funcionários ganham qualidade de vida, sua empresa se desenvolve e ganha consistência nos resultados. 

 

 

Microgerenciamento Vs subgerenciamento

 

No livro “Não tenha medo de ser chefe”, de Bruce Tulgan, o autor defende que as empresas dos comandantes nascidos entre 1965 e 1977 sofrem de uma epidemia de subgerenciamento. Confira a explicação do autor sobre o que é subgerenciamento:

 

Se você  é o chefe, é com você que eles vão contar. No entanto, é cada vez mais comum deparar com líderes, gerentes e supervisores que nãoo lideram, nem gerenciam, muito menos supervisionam. Simplesmente nãoo tomam as rédeas do trabalho. Não deixam claro o que esperam a cada etapa do processo, nãoo acompanham desempenhos, nãoo corrigem falhas e nãoo recompensam êxitos. Têmm medo de fazer isso, nãoo têm vontade fazê-lo ou não sabem como se faz.

Portanto o subgerenciamento é a má gestão da liderança. E o microgerenciamento é uma das formas de subgerenciamento. Por isso, se você quer evitar as consequências do 

 

Como fazer uma gestão empresarial de sucesso?

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